
Por meio de vídeo publicado nas redes sociais, o deputado federal Bira do Pindaré (PSB/MA) comentou, nesta terça-feira (09), a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, sobre a competência de julgar o ex-presidente da república, Luís Inácio Lula da Silva. O maranhense lembrou as interferências do parlamento e pelo judiciário, defendeu que democracia é soberana e precisa ser devolvida ao povo.
O jurista chegou ao entendimento de que o ex-presidente não deveria ter sido julgado em Curitiba, pelo então juiz Sérgio Moro, mas em Brasília. Para Bira, uma decisão que chegou com 05 anos de atraso, invalida as decisões e zera o processo.
“Ele terá um novo julgamento, levanto todos os prazos necessários e passando por todas as instâncias. Portanto, é praticamente confirmado que o ex-presidente Lula recupera a elegibilidade, ou seja, de ser candidato em 2022. Isso muda completamente o cenário político e faz a gente refletir sobre esses acontecimentos”, disse.
O parlamentar lembrou as interferências nas últimas dos poderes legislativo e judiciário na democracia, tanto no mandato da presidente Dilma Rousseff quanto na candidatura do Lula em 2018. Naquele ano, Jair Bolsonaro venceu as eleições e, ao assumir o cargo em 2019, nomeou Sérgio Moro para o Ministério da Justiça.
De acordo com Bira, é preciso que a democracia, que é soberana, seja devolvida ao povo brasileiro. “É evidente que, se o Lula tivesse sido candidato, o resultado das eleições teria sido completamente diferente. Mas impediram a candidatura dele e agora está confirmado que o processo eleitoral daquele ano foi completamente viciado (partidário)”, enfatizou.