Deputado chama atenção para proposta do Governo de reduzir FGTS de 8% para 6%

 “É meter a mão no bolso do trabalhador”, foi assim que o deputado federal Bira do Pindaré (PSB), classificou, nesta quarta-feira (05), nova proposta do governo Bolsonaro, que, desta vez, discute reduzir o Fundo de Garantia (FGTS) de 8% para 6%.

“Já estamos chegando a 100 mil pessoas mortas em razão da pandemia, essa é a situação grave que o país vive. Enquanto isso, o governo não para de pensar maldades contra o povo. Não podemos aceitar. É meter a mão no bolso do trabalhador. Por que essa maldade? Qual é a razão disso? Qual é o sentido?”, questionou.

O ministro Paulo Guedes afirmou que o governo quer criar um novo imposto. Seria a nova CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira). Para Bira, o governo, com objetivo de compensar a criação desse novo imposto, teria que desonerar a folha; então decidiu ‘meter a mão no bolso da trabalhadora e do trabalhador brasileiro’.

O vice-presidente do PSB na Câmara lembrou que o Fundo de Garantia é um patrimônio do trabalhador. Na mesma fala, ele sugeriu que o governo, desta vez, comece taxando os bilionários do país, aqueles que estão no topo da pirâmide e que estão enriquecendo mesmo agora, na pandemia. “Fundo de Garantia não é imposto, é direito do trabalhador. Se você tira 1%, 2%, 3% ou qualquer valor, está diminuindo o patrimônio do trabalhador. Não podemos aceitar isso nem por hipótese”, frisou.

Ele acrescentou que esse é um alerta para que a população e o parlamento estejam atentos ao debate da Reforma Tributária. Para ele, por trás disso, no meio de um processo em que se concentra energias para combater a pandemia do corona vírus e seus impactos, continuam ‘passando a boiada’ para passar e atropelar o direitos da classe trabalhadora no Brasil. “Como fizeram a Reforma Trabalhista, que não resolveu nada, a Reforma da Previdência, que também não resolveu nada. E a cada dia avançam ainda mais para tirar mais direito do trabalhador. Denuncio essa medida que está sendo estudada e torço para que não”, sublinhou.

“Portanto, faço esse alerta em nome de todos os trabalhadores do Brasil e, de maneira muito especial, de São Luís do Maranhão, a capital de todos os maranhenses. Não aceitaremos em nenhuma hipótese que metam a mão no direito do trabalhador, que é algo sagrado para todos nós. Essa é a nossa luta e eu conclamo todos e todas para esta luta”, concluiu.