Deputado vota contra proposta que permitia confisco de patrimônio das universidades públicas

Deputado vota contra proposta que permitia confisco de patrimônio das universidades públicas

Deputado vota contra proposta que permitia confisco de patrimônio das universidades públicas

 A Câmara dos Deputado discutiu nesta sexta-feira (08) a Medida Provisória 915, que trata sobre a venda de imóveis da União. A votação foi marcada por importante vitória, segundo o deputado federal Bira do Pindaré (PSB) que se posicionou contrário ao destaque nº 5, que permitiria a transferência de imóveis das universidades públicas federais para a União à critério o ministro da Educação, Abraham Weintraub. 

“Conseguimos impedir que o governo federal confiscasse o patrimônio das universidades públicas. O destaque do governo foi retirado na MP 915. Nem a pandemia conseguiu cessar os ataques do governo às instituições que formam profissionais e pesquisadores que são essenciais nessa luta”, comemorou o maranhense. 

Para Bira uma vitória extremamente importante e correta, sobretudo nesse momento difícil e que prejudicaria as universidades públicas brasileiras no momento que o país mais precisa da ciência, da pesquisa, da tecnologia e da inovação para enfrentar a pandemia do coronavírus. E, ainda em defesa das universidades, lembrou que o Brasil trava uma batalha paralela, neste momento, contra a ignorância de um ministro da educação que não tem sensibilidade ou qualquer qualificação para o cargo em que se encontra. 

Segundo o deputado, um negacionista. Uma pessoa sem o menor compromisso com a ciência, com a pesquisa, com a tecnologia e que tem o claro objetivo de destruir as universidades públicas. Algo que ficou provado, de acordo com ele, desde o ano passado. ‘Um sujeito desqualificado, que briga e xinga todo mundo, inclusive os ministros do Supremo’. 

O parlamentar defendeu que Weintraub não tem a menor condição de continuar no comando do Ministério da Educação, porque é uma vergonha para a população brasileira. 

“Esse sujeito (Weintraub) não tem a menor sensibilidade com o momento que o país está vivendo. Não aceita nem o adiamento das provas do Enem. Quer dizer, há um clamor forte de todos os educadores e estudantes que estão com dificuldade de manter o calendário escolar porque não estão tendo aula. As aulas estão suspensas. Portanto, não tem o menor condições de manter o calendário do Enem. Mas ele insiste em manter o calendário. 

Bira disse ainda que isso mostra mais uma vez a insensibilidade do ministro que, na opinião dele, não tem a menor condição de continuar no cargo. “Há processos no supremo tribunal Federal para impedi-lo de continuar no cargo, movido por denúncia feita pelo PSB, que ainda tramita no STF, e espero que trâmite o mais rápido possível e que a gente possa afastá-lo do cargo porque ele faz mal para a educação pública brasileira”, concluiu.